quarta-feira, 8 de abril de 2009

Matéria da UOL

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"Jantar-degustação vira moda nos bufês de casamento; dicas para acertar o menu"

Fernanda Schimidt
Da Redação

Ao pensar o bufê de um casamento, mais do que investir em possíveis tendências gastronômicas, o importante é levar em conta os gostos dos noivos. Esta é a opinião de alguns dos principais banqueteiros responsáveis por festas pelo país.

"Sempre escolho um prato que seja o favorito do noivo e da noiva, e também busco alguma receita da família, porque ela se sente homenageada. O casamento é um cruzamento de culturas e de famílias", diz Neka Barreto, do bufê Neka Gastronomia. A ideia é integrar os pratos à festa, não necessariamente ao jantar. Se o noivo gosta muito de picadinho, por exemplo, uma opção é incluí-lo durante a madrugada, quando o casamento é noturno.

No assunto "comida", o que "está na moda" nos casamentos tem menos a ver com o menu propriamente dito e mais com a maneira como o cardápio é servido. "A tendência é o serviço que tem sido chamado de jantar-degustação, com pequenas porções individuais, servidas em cumbucas, taças, e que não necessitam de talheres ou que o convidado esteja sentado", afirma Vivi Barros, do Buffet Vivi Barros. "As comidinhas são servidas ao longo da festa, vão onde as pessoas estiverem", completou Lourdes Bottura, do Buffet Badebec. O sucesso da novidade se deve a uma mudança no perfil das festas de casamento, cada vez mais voltadas para o lado "balada", reunindo amigos e colegas de trabalho, não apenas familiares.

"Hoje as festas são mais animadas, com as pessoas circulando. Antigamente, era um evento 'pratado', com primeiro prato, segundo prato... Você era obrigado a socializar com quem estivesse sentado ao seu lado", acredita Silvia Silvieri, do Silvia Silvieri Gastronomia. Vivi Barros concorda: "Desta maneira, o timing da festa não fica preso ao jantar. O detalhe importante é montar ilhas gastronômicas, para que as pessoas se sirvam quando quiserem".

As comidas com influência étnica tendem a combinar com estas ilhas e pequenas porções. Fora a culinária japonesa, que se mantém em alta, ganham vez opções com influência tailandesa, marroquina e indiana. O chef Charlô Whately, do Buffet Charlô vai além: "tinha muita coisa que não se usava antes, porque se tinha medo, como carneiro ou pato. O legal é colocar algo que dê conversa entre os convidados". Mas a combinação de sabores, é claro, deve ser feita com cuidado, alertou Neka."É necessária uma curadoria (dos banqueteiros) para o cardápio não ficar confuso, com tudo ao mesmo tempo", disse.

Pratos pesados devem ser evitados. É importante lembrar que os casamentos costumam ter fartura de comida e bebida, e exageros dos convidados poderão resultar em um dia de indigestão e dores de cabeça. "As pessoas chegam de estômago muito vazio aos casamentos. Por isso, sempre servimos caldinhos durante a festa. Eles protegem a mucosa do estômago, especialmente do álcool", contou Neka.

Tradicionais ainda têm vez

O uso de jantar-degustação, com pequenas cumbucas e tigelas, não é unanimidade, no entanto. Vera Simão, idealizadora da feira Casar, uma das mais importantes do setor no país, é contra a novidade que tem feito sucesso, especialmente em casamentos de noivos mais jovens. "Eles [os jantares-degustação] são perigosos. Tem que se analisar muito bem como serão servidos, pensar a logística. Se as pessoas estão de pé, com uma taça na mão, como vão segurar uma cumbuca e um gafo?", questiona. Uma boa saída, segundo ela, são as 'finger foods', que não necessitam de talheres, dispostas em mesas posicionadas pela festa. Vera é a favor dos pratos. "As pessoas querem comer porções verdadeiras; degustação é para selecionar o bufê que será servido no casamento", brincou.

"As festas têm de ser feitas de acordo com o perfil do cliente. Quando o evento é mais tradicional, podemos brincar mais no coquetel. Investir em massas e risotos no jantar, mais voltados para a cozinha italiana ou francesa", disse Silvia Silvieri. Ela é defensora do presença de ao menos um prato com carne no cardápio. "Sempre tem que ter. É muito difícil fazer um jantar sem carne. O que costuma variar é o segundo prato principal".

Em ocasiões mais ou menos tradicionais, uma preocupação dos noivos, segundo os banqueteiros, deve ser procurar agradar seus convidados e não esquecer de levar em conta que há aqueles que preferem comidas mais simples, outros mais ousadas, e ainda alguns com restrições alimentares, como os vegetarianos. "O chique é receber bem, fazer os convidados se sentirem confortáveis. Em uma festa para 300 pessoas, por exemplo, vai ter gente de todo o tipo, que prefere coisas neutras, que não come carne", afirmou Vivi Barros. "Por isso a massa dá muito certo, também com as crianças", completou Vera Simão.

Serviço:
Badebec
Rua Boa Vista, 280,
Centro, São Paulo
Tel: 11 3101-2686

Buffet Charlô
Rua Quitanduba, 168,
Butantã, São Paulo
Tel: 11 3723-6671

Buffet Vivi Barros
Rua Antônio Chagas, 647,
Chácara Santo Antônio, São Paulo
Tel: 11 5182-8666

Neka Gastronomia
Rua Caminho do Engenho, 354,
Vila Sônia, São Paulo
Tel: 11 3751-3333

Silvia Silvieri Gastronomia
Rua Conde de Itu, 668,
Santo Amaro, São Paulo
Tel: 11 5548-0358


Rolinho primavera "diferente" -suegestão do Babedec

Um comentário:

casorionet disse...

Muito boa....
É sempre tão difícil escolher....

Bjos

http://casamentocomestilo.blogspot.com/